2 de janeiro de 2014

Ando me escandalizando com o absurdo - é uma novidade, nunca fui disso. Mas realmente há coisas que cansam e é exigir demais de si mesmo que se tolere! A gente precisa conhecer os próprios limites. Se o exercício da tolerância traz grandes benefícios, por outro lado, é preciso cuidar pra que ela não se torne complacência.

Eu vou é atrás do que me faz andar pra frente - ou melhor, do que não me impede de fazê-lo. Há tanta vida pulsando em mim, há tanto o que fazer, e não podemos deixar de viver a plenitude do nosso potencial porque outros se sentem ameaçados por ele. Tem gente que tem medo da luz! Isso sempre existiu, sempre existirá. Se formos viver nessa perspectiva, não seremos o que Deus nos criou para ser, não diremos ao mundo a que viemos. Não é nossa obrigação retroceder uma ou mais casas pelo bem da convivência - ela é muito importante, mas não é o mais importante. Cada um tem os seus caminhos.

28 de dezembro de 2013

Retomando o passo

De tempos em tempos, precisamos rever onde estamos empregando nossa atenção e com o que temos dissipado nossas energias. O caminho é desconhecido e cheio de percalços e distrações a que, não raro, nos apegamos desnecessária ou exageradamente. É neste momento que coisas irrelevantes e não essenciais começam a ganhar tamanho e espaço e perdemos o foco.
É quando precisamos olhar pra trás, voltar no ponto de onde nos perdemos e retomarmos o passo certo, na direção do que realmente importa e que nos leva a um reencontro com a essência.

3 de dezembro de 2013

Vem pra valsa

Eu gostaria de poder te convidar a dançar uma valsa e bailar ao canto da vida. Rodopiaríamos e riríamos leve, você me conduzindo e eu me permitindo levar, confiante estar em braços seguros. Nossos passos andariam em sintonia, completando-se num movimento harmônico e gracioso. Riríamos dos nossos erros e tropeços, diante da vertigem de tanto rodopiar ou da embriaguez provocada pela paixão dos nossos olhares. Nessa valsa, descobriríamos a aventura de viver a dois e ousaríamos entrar e permanecer nela de mãos dadas. E, se um dia a música faltasse, nós, então, daríamos à vida o nosso canto.

15 de novembro de 2013

Inexprimível

É como andar em um balanço, sentindo o corpo leve e o vento tocando o rosto. É como flutuar em águas tranquilas, sentindo a superfície da água beijar a superfície da pele. É como contemplar o pôr-do-sol ao som do canto dos pássaros e perceber que há muito mais além do que nossos olhos podem alcançar. É como efeito de música calma sobre emoções inquietas. É como um mergulho no mar em dia quente. É como andar descalço na areia fresca. É como beber água direto da fonte, sentindo-a passar pela garganta e aliviar a sede.
É como chegar em casa e encontrar o abraço da nossa cama, após um dia intenso de trabalho. É como o colo de quem a gente ama; como o abraço que acalenta a alma. É como sorriso genuíno de criança. Como aquele gesto de amor tão puro, que te constrange e te deixa sem palavras...
É tão leve, tão fresco, tão pleno, tão puro, tão aconchegante, tão simples e tão completo, que é quase inexprimível...
Assim é descansar nos braços do meu Deus!

Natalie Laux

11 de novembro de 2013

O caminho inverso


Tudo mudou quando eu descobri que preciso sorrir para ser feliz e, não, estar feliz para sorrir. Tudo clareou quando entendi que preciso ser grata para me sentir satisfeita e, não, estar satisfeita para agradecer. A vida ganhou mais sentido desde que compreendi que preciso me doar para me sentir completa; não, estar completa para me doar. E que dividir-se é multiplicar-se.
O mundo tem mais cor desde que enxerguei que devo agir para me sentir motivada e, não, esperar a motivação para, então, agir; que tenho de ter iniciativa para mudar as circunstâncias, e não, esperar que elas mudem para ter iniciativa. 
Minha cruz ficou mais leve quando entendi que preciso descansar para suportá-la; e, não, suportá-la, para, como recompensa, obter descanso. O caminho se tornou mais emocionante quando passei a encarar as dificuldades não como problemas, mas como desafios.
Os homens me ensinaram a correr atrás da felicidade e, assim, me deixei convencer de que eu não era feliz... e a perdi. Foi, então, que descobri que ela já estava mim e que eu apenas precisava aprender a não vendê-la, na esperança de, um dia, alcançá-la. Hoje, compreendi que preciso ser feliz para viver bem e não, viver bem para ser feliz. 

Natalie Laux