13 de janeiro de 2014

O descanso da palavra

O silêncio tem tanto a nos dizer... e paramos pouco para escutá-lo. Sim, é um paradoxo. Mas precisamos desaprender o que outrora internalizamos: que o aprendizado depende de som e de palavra. A realidade é muito mais do que isso e há verdades, no Universo, maiores, que não caberiam no verbo. Muito têm a nos ensinar a contemplação silenciosa e a apreciação da quietude. Na realidade, é lá que, na maioria das vezes, a tranquilidade e a sabedoria se encontram: no descanso da palavra.

2 de janeiro de 2014

Ando me escandalizando com o absurdo - é uma novidade, nunca fui disso. Mas realmente há coisas que cansam e é exigir demais de si mesmo que se tolere! A gente precisa conhecer os próprios limites. Se o exercício da tolerância traz grandes benefícios, por outro lado, é preciso cuidar pra que ela não se torne complacência.

Eu vou é atrás do que me faz andar pra frente - ou melhor, do que não me impede de fazê-lo. Há tanta vida pulsando em mim, há tanto o que fazer, e não podemos deixar de viver a plenitude do nosso potencial porque outros se sentem ameaçados por ele. Tem gente que tem medo da luz! Isso sempre existiu, sempre existirá. Se formos viver nessa perspectiva, não seremos o que Deus nos criou para ser, não diremos ao mundo a que viemos. Não é nossa obrigação retroceder uma ou mais casas pelo bem da convivência - ela é muito importante, mas não é o mais importante. Cada um tem os seus caminhos.

28 de dezembro de 2013

Retomando o passo

De tempos em tempos, precisamos rever onde estamos empregando nossa atenção e com o que temos dissipado nossas energias. O caminho é desconhecido e cheio de percalços e distrações a que, não raro, nos apegamos desnecessária ou exageradamente. É neste momento que coisas irrelevantes e não essenciais começam a ganhar tamanho e espaço e perdemos o foco.
É quando precisamos olhar pra trás, voltar no ponto de onde nos perdemos e retomarmos o passo certo, na direção do que realmente importa e que nos leva a um reencontro com a essência.

3 de dezembro de 2013

Vem pra valsa

Eu gostaria de poder te convidar a dançar uma valsa e bailar ao canto da vida. Rodopiaríamos e riríamos leve, você me conduzindo e eu me permitindo levar, confiante estar em braços seguros. Nossos passos andariam em sintonia, completando-se num movimento harmônico e gracioso. Riríamos dos nossos erros e tropeços, diante da vertigem de tanto rodopiar ou da embriaguez provocada pela paixão dos nossos olhares. Nessa valsa, descobriríamos a aventura de viver a dois e ousaríamos entrar e permanecer nela de mãos dadas. E, se um dia a música faltasse, nós, então, daríamos à vida o nosso canto.

15 de novembro de 2013

Inexprimível

É como andar em um balanço, sentindo o corpo leve e o vento tocando o rosto. É como flutuar em águas tranquilas, sentindo a superfície da água beijar a superfície da pele. É como contemplar o pôr-do-sol ao som do canto dos pássaros e perceber que há muito mais além do que nossos olhos podem alcançar. É como efeito de música calma sobre emoções inquietas. É como um mergulho no mar em dia quente. É como andar descalço na areia fresca. É como beber água direto da fonte, sentindo-a passar pela garganta e aliviar a sede.
É como chegar em casa e encontrar o abraço da nossa cama, após um dia intenso de trabalho. É como o colo de quem a gente ama; como o abraço que acalenta a alma. É como sorriso genuíno de criança. Como aquele gesto de amor tão puro, que te constrange e te deixa sem palavras...
É tão leve, tão fresco, tão pleno, tão puro, tão aconchegante, tão simples e tão completo, que é quase inexprimível...
Assim é descansar nos braços do meu Deus!

Natalie Laux