9 de agosto de 2012

Tudo é vaidade e correr atrás do vento

Às vezes a gente corre tanto, e de forma tão automática, que não separa sequer um minuto pra refletir sobre atrás do que, realmente, vale tanto a pena correr...e, mais do que isso, se vale!


Com certa frequência me pego a pensar na intrigante afirmação do Rei Salomão: "tudo é vaidade e correr atrás do vento" (Eclesiastes 2:17). 

Palavras que, se por um lado soam pessimistas, por outro, abrem nossos olhos para a realidade da vida. Atrás do que tanto corremos? Pelo que tanto suamos? Quem nos mandou ir para onde estamos indo? O que estamos fazendo realmente é o que achamos que deveria ser feito? As regras que temos seguido fazem, para nós, algum sentido...?
Que riquezas temos acumulado - elas possuem algum valor eterno? O que, de mais precioso há na nossa vida, que temos dado em troca delas?
Quais princípios têm nos regido?
O que, de fato, vale a pena e não consiste apenas em correr atrás do vento - algo passageiro que, no fim, era apenas vaidade, apenas orgulho, apenas o desejo se suprir expectativas alheias?

Tenho sido confrontada com esses questionamentos. Desafiada a organizar as coisas dentro de mim: quais delas são expectativas dos homens, quais são anseios meus, e quais são a vontade do meu Pai! E a pensar, principalmente, se elas coincidem entre si. Porque, se não coincidem, não estou sendo coerente, nem inteira, mas, antes, estou dividida em partes que não se tocam, se desconhecem - e isso adoece a alma!
Tenho sido desafiada a estar consciente de como tenho levado a minha vida, se as coisas com que tenho gasto minha energia são realmente importantes e úteis e, mais do que isso, quais das minhas atitudes ecoarão na eternidade.

E agradeço a Deus por isso... por não permitir que meu espírito se acomode, ao mesmo tempo em que lhe traz Paz; por iluminar minha mente e instigá-la a fazer perguntas e a pensar, sem perder a sanidade; por fazer caírem vendas dos meus olhos que poderiam me levar a cair em poços sem fundo; por iluminar o meu caminho, pra que eu não entre em caminhos sem volta. E, acima de tudo, por me fazer saber que, mesmo nas tribulações, Ele está no comando e presente, e que elas carregam em si o propósito de me tornar alguém mais nobre e segundo o Seu coração. Obrigada, Senhor!

13 de junho de 2012

Pai de amor

Se as pessoas entendessem que obedecer a Deus significa deixar de fazer qualquer coisa que termine em prejuízo a si próprias ou às outras, talvez vissem Suas leis, não como uma lista de "proibições" escritas por um ditador punitivo, mas como um manual prático de sabedoria criado por um Pai amoroso e protetor!

21 de maio de 2012

Aceitação

Você passa a não depender da aceitação de todos (ou de muitos), a partir do momento em que aceita a si mesmo. Quando passa a reconhecer seus defeitos com a paz e a humildade de quem entende que ainda (e sempre) há muito o que aprender. E quando começa a admirar suas potencialidades, sem se deixar dominar pelo orgulho. Acima de tudo, quando entende que é bom que assim seja, pois, juntos, eles o tornam alguém que não é melhor, nem pior, do que ninguém: o tornam única, exclusiva e simplesmente você.

2 de fevereiro de 2012

Porque nos amou primeiro

Recentemente li um texto, publicado em uma rede social por um pastor conhecido no meio evangélico, que, de maneira bastante sutil - mascarada de boa intenção e misericórdia - acabava por ser preconceituoso e hostil com ateus. O texto seguia a linha de comparação, muito comum, de "ser cristão é tudo de bom versus ser ateu é tudo de ruim" e chegou mesmo a afirmar que ser ateu é ser um "nada". O tipo de coisa que só faz o "crente" que se considera melhor do que os que não o são ou não se afirmam como tais, e demonstra que realmente foi ele quem não entendeu nada: que é um pecador, que vive ofendendo a santidade de Deus e que não possui mérito algum na sua salvação, mas que, se a obteve, foi única e exclusivamente pela Graça de Deus, que o alcançou - pelo sacrifício de Jesus! (ênfase: dEle!)
Não escondo minha indignação, portanto, com esta postura partindo de qualquer pessoa que se afirme cristã - e, como era de se esperar, neste tipo de publicação logo aparece uma avalanche de "crentes" "curtindo" e deixando comentários elogiosos.
Por questões éticas, mas, principalmente, porque o objetivo não é atacar pessoas, e, sim, a ideia/postura, bem como nos levar a uma pequena reflexão a respeito deste assunto,  não citarei nomes, nem compartilharei a referida publicação aqui (para a decepção dos curiosos). E ainda, porque, infelizmente, esta é apenas uma, de inúmeras situações semelhantes que presenciamos no nosso dia-a-dia no meio "cristão". 

Ocorreu que, até onde acompanhei os comentários, só vi dezenas e mais dezenas de pessoas concordando com o tal pastor, e comecei, desesperadamente, a procurar, ali no meio, algum crente que se posicionasse diferente: eis que não encontrei uma "alma viva" sequer! Foi então, que deixei a breve reflexão (comentário) abaixo, que resume o que quero dizer aqui:

"Honestamente, acho que perdemos muito tempo e damos péssimo exemplo quando (e se) falamos mal dos ateus e/ou de suas crenças ou descrenças. Nossa função (a ordem dada por Jesus) é vivermos e pregarmos o Evangelho - tudo o que fazemos além disso, foge do que Deus espera de nós - ou, utilizando uma palavra que gostamos bastante de usar, é pecadoÉ bastante importante lembrarmos que devemos amor e respeito a todos, e que isso independe de concordarmos ou não com suas formas de pensar, crer, ser ou agir - mas é curioso como, em dados momentos, parece que a maioria de nós simplesmente ignora isso, que é um mandamento.

Pregarmos o Evangelho com nossas vidas, de fato, será muito mais coerente e eficiente!
Quem sabe, reconhecendo amor em nossos olhos e gestos (na relação conosco), ateus ou quaisquer outras pessoas, não comecem, não a entender, mas, o que é mais importante, a sentir a existência de Deus através de nossas vidas? Ou será que andamos inseguros (de que transmitiremos amor e das nossas certezas) a ponto de evitarmos até mesmo a convivência com essas outras pessoas?
Não há quem resista ao amor de Jesus, quando dele experimenta! A chance de dúvida das certezas de um cético, se surgir, surgirá da experiência, e não da lógica! Por acaso não foi assim conosco, cristãos? Ou será que Jesus nos 'convenceu' com argumentos e sem amor? Afinal, como diz 1 João 4:19, 'nós O amamos porque Ele nos amou primeiro'. Se não manifestarmos respeito ou amor por pessoas que não conhecem o Evangelho, poderemos, portanto, esperar que elas estejam dispostas a ouvir o que temos a dizer? Você, honestamente, se interessaria pelas ideias de alguém que demonstra intolerância e desrespeito com as pessoas e com você? E, se não nos ouvirem, como, então, estaremos cumprindo com o "ide"? E, se não cumprirmos, e se não amarmos, como então, podemos nos dizer cristãos? Que Cristo tenha misericórdia de nós."


11 de dezembro de 2011

Escolhendo a paz


A verdade é que, às vezes, não há outra escolha, senão a de aceitarmos e convivermos amigavelmente com uma dor...Quando a mudança de uma situação realmente não é possível, ou não ocorre de acordo com a nossa vontade, fazer as pazes com os fatos é o que de melhor temos a fazer.
Muitas vezes, a revolta pode gerar mudanças necessárias, é verdade. Mas precisamos aprender a detectar o ponto em que ela se torna inútil; ou mesmo, um veneno, por vezes, fatal em doses homeopáticas.