Se as pessoas entendessem que obedecer a Deus significa deixar de fazer qualquer coisa que termine em prejuízo a si próprias ou às outras, talvez vissem Suas leis, não como uma lista de "proibições" escritas por um ditador punitivo, mas como um manual prático de sabedoria criado por um Pai amoroso e protetor!
"O que você deve realmente perseguir na vida são as poucas coisas que, em dias cinzas, acendem o brilho dos seus olhos, diante do desânimo, lhe fazem prosseguir, e, mesmo na tristeza, são capazes de arrancar um sorriso do seu rosto." (Natalie Laux)
13 de junho de 2012
21 de maio de 2012
Aceitação
Você passa a não depender da aceitação de todos (ou de muitos), a partir do momento em que aceita a si mesmo. Quando passa a reconhecer seus defeitos com a paz e a humildade de quem entende que ainda (e sempre) há muito o que aprender. E quando começa a admirar suas potencialidades, sem se deixar dominar pelo orgulho. Acima de tudo, quando entende que é bom que assim seja, pois, juntos, eles o tornam alguém que não é melhor, nem pior, do que ninguém: o tornam única, exclusiva e simplesmente você.
2 de fevereiro de 2012
Porque nos amou primeiro
Recentemente li um texto, publicado em uma rede social por um pastor conhecido no meio evangélico, que, de maneira bastante sutil - mascarada de boa intenção e misericórdia - acabava por ser preconceituoso e hostil com ateus. O texto seguia a linha de comparação, muito comum, de "ser cristão é tudo de bom versus ser ateu é tudo de ruim" e chegou mesmo a afirmar que ser ateu é ser um "nada". O tipo de coisa que só faz o "crente" que se considera melhor do que os que não o são ou não se afirmam como tais, e demonstra que realmente foi ele quem não entendeu nada: que é um pecador, que vive ofendendo a santidade de Deus e que não possui mérito algum na sua salvação, mas que, se a obteve, foi única e exclusivamente pela Graça de Deus, que o alcançou - pelo sacrifício de Jesus! (ênfase: dEle!)
Não escondo minha indignação, portanto, com esta postura partindo de qualquer pessoa que se afirme cristã - e, como era de se esperar, neste tipo de publicação logo aparece uma avalanche de "crentes" "curtindo" e deixando comentários elogiosos.
Por questões éticas, mas, principalmente, porque o objetivo não é atacar pessoas, e, sim, a ideia/postura, bem como nos levar a uma pequena reflexão a respeito deste assunto, não citarei nomes, nem compartilharei a referida publicação aqui (para a decepção dos curiosos). E ainda, porque, infelizmente, esta é apenas uma, de inúmeras situações semelhantes que presenciamos no nosso dia-a-dia no meio "cristão".
Ocorreu que, até onde acompanhei os comentários, só vi dezenas e mais dezenas de pessoas concordando com o tal pastor, e comecei, desesperadamente, a procurar, ali no meio, algum crente que se posicionasse diferente: eis que não encontrei uma "alma viva" sequer! Foi então, que deixei a breve reflexão (comentário) abaixo, que resume o que quero dizer aqui:
"Honestamente, acho que perdemos muito tempo e damos péssimo exemplo quando (e se) falamos mal dos ateus e/ou de suas crenças ou descrenças. Nossa função (a ordem dada por Jesus) é vivermos e pregarmos o Evangelho - tudo o que fazemos além disso, foge do que Deus espera de nós - ou, utilizando uma palavra que gostamos bastante de usar, é pecado! É bastante importante lembrarmos que devemos amor e respeito a todos, e que isso independe de concordarmos ou não com suas formas de pensar, crer, ser ou agir - mas é curioso como, em dados momentos, parece que a maioria de nós simplesmente ignora isso, que é um mandamento.
Pregarmos o Evangelho com nossas vidas, de fato, será muito mais coerente e eficiente!
Quem sabe, reconhecendo amor em nossos olhos e gestos (na relação conosco), ateus ou quaisquer outras pessoas, não comecem, não a entender, mas, o que é mais importante, a sentir a existência de Deus através de nossas vidas? Ou será que andamos inseguros (de que transmitiremos amor e das nossas certezas) a ponto de evitarmos até mesmo a convivência com essas outras pessoas?
Não há quem resista ao amor de Jesus, quando dele experimenta! A chance de dúvida das certezas de um cético, se surgir, surgirá da experiência, e não da lógica! Por acaso não foi assim conosco, cristãos? Ou será que Jesus nos 'convenceu' com argumentos e sem amor? Afinal, como diz 1 João 4:19, 'nós O amamos porque Ele nos amou primeiro'. Se não manifestarmos respeito ou amor por pessoas que não conhecem o Evangelho, poderemos, portanto, esperar que elas estejam dispostas a ouvir o que temos a dizer? Você, honestamente, se interessaria pelas ideias de alguém que demonstra intolerância e desrespeito com as pessoas e com você? E, se não nos ouvirem, como, então, estaremos cumprindo com o "ide"? E, se não cumprirmos, e se não amarmos, como então, podemos nos dizer cristãos? Que Cristo tenha misericórdia de nós."
Não escondo minha indignação, portanto, com esta postura partindo de qualquer pessoa que se afirme cristã - e, como era de se esperar, neste tipo de publicação logo aparece uma avalanche de "crentes" "curtindo" e deixando comentários elogiosos.
Por questões éticas, mas, principalmente, porque o objetivo não é atacar pessoas, e, sim, a ideia/postura, bem como nos levar a uma pequena reflexão a respeito deste assunto, não citarei nomes, nem compartilharei a referida publicação aqui (para a decepção dos curiosos). E ainda, porque, infelizmente, esta é apenas uma, de inúmeras situações semelhantes que presenciamos no nosso dia-a-dia no meio "cristão".
Ocorreu que, até onde acompanhei os comentários, só vi dezenas e mais dezenas de pessoas concordando com o tal pastor, e comecei, desesperadamente, a procurar, ali no meio, algum crente que se posicionasse diferente: eis que não encontrei uma "alma viva" sequer! Foi então, que deixei a breve reflexão (comentário) abaixo, que resume o que quero dizer aqui:
"Honestamente, acho que perdemos muito tempo e damos péssimo exemplo quando (e se) falamos mal dos ateus e/ou de suas crenças ou descrenças. Nossa função (a ordem dada por Jesus) é vivermos e pregarmos o Evangelho - tudo o que fazemos além disso, foge do que Deus espera de nós - ou, utilizando uma palavra que gostamos bastante de usar, é pecado! É bastante importante lembrarmos que devemos amor e respeito a todos, e que isso independe de concordarmos ou não com suas formas de pensar, crer, ser ou agir - mas é curioso como, em dados momentos, parece que a maioria de nós simplesmente ignora isso, que é um mandamento.
Pregarmos o Evangelho com nossas vidas, de fato, será muito mais coerente e eficiente!
Quem sabe, reconhecendo amor em nossos olhos e gestos (na relação conosco), ateus ou quaisquer outras pessoas, não comecem, não a entender, mas, o que é mais importante, a sentir a existência de Deus através de nossas vidas? Ou será que andamos inseguros (de que transmitiremos amor e das nossas certezas) a ponto de evitarmos até mesmo a convivência com essas outras pessoas?
Não há quem resista ao amor de Jesus, quando dele experimenta! A chance de dúvida das certezas de um cético, se surgir, surgirá da experiência, e não da lógica! Por acaso não foi assim conosco, cristãos? Ou será que Jesus nos 'convenceu' com argumentos e sem amor? Afinal, como diz 1 João 4:19, 'nós O amamos porque Ele nos amou primeiro'. Se não manifestarmos respeito ou amor por pessoas que não conhecem o Evangelho, poderemos, portanto, esperar que elas estejam dispostas a ouvir o que temos a dizer? Você, honestamente, se interessaria pelas ideias de alguém que demonstra intolerância e desrespeito com as pessoas e com você? E, se não nos ouvirem, como, então, estaremos cumprindo com o "ide"? E, se não cumprirmos, e se não amarmos, como então, podemos nos dizer cristãos? Que Cristo tenha misericórdia de nós."
11 de dezembro de 2011
Escolhendo a paz

A verdade é que, às vezes, não há outra escolha, senão a de aceitarmos e convivermos amigavelmente com uma dor...Quando a mudança de uma situação realmente não é possível, ou não ocorre de acordo com a nossa vontade, fazer as pazes com os fatos é o que de melhor temos a fazer.
Muitas vezes, a revolta pode gerar mudanças necessárias, é verdade. Mas precisamos aprender a detectar o ponto em que ela se torna inútil; ou mesmo, um veneno, por vezes, fatal em doses homeopáticas.
27 de junho de 2011
Superficialidade e projeção

Relacionamentos superficiais são o terreno mais fértil para a projeção. Neles, qualquer um pode ser sempre legal e amável. De longe, qualquer um pode ser bonito, normal e perfeito. Bom, eu não quero ser vista assim.
Eu quero o direito de mostrar que erro e sou capaz de magoar, por mais que me esforce para fazer o contrário. Que tenho limitações e que, em alguns momentos, a verdade é que não sirvo de exemplo a ser seguido. Que, na condição de ser humano, sou base frágil demais para que todos os sonhos de outro sejam depositados sobre mim - pois, quando eu cair (e isso vai acontecer), eles irão ao chão; e eu não quero que isso aconteça...
Eu quero ser amada apesar do meu lado feio: aquele lado que nem eu mesma gostaria de ver, exceto por me tornar mais humilde. Mas não quero carregar o fardo de ser vista com perfeição por alguém; de suprir ou superar todas as suas expectativas - esta seria uma exigência desleal. Portanto, não prometerei nada mais - como também não me comprometerei com nada menos - do que, sinceramente, me esforçar, a cada dia, em ser melhor.
Eu quero relações reais, e não contos-de-fadas; profundas e com pessoas de verdade: humanas e limitadas como eu. Porque é de perto que a gente enxerga as menores imperfeições; é na intimidade que a gente descobre o outro e se descobre. E somente onde, também, a gente descobre o que é amar.
Se disposto a amar somente o bom e o bonito, poderia receber qualquer outro nome, menos o de "amor". O cultivo do amor envolve o esforço de plantar a semente, a paciência de esperar a flor brotar, a tolerância para suportar os espinhos e a persistência de regá-la diariamente para que não desfaleça. Se não está disposto a fazer isso, não o desperte; nem espere colher os seus frutos.
Quem não tem relacionamentos profundos é um ponto de interrogação para si mesmo. E jamais receberá a bênção de perdoar ou ser perdoado: de dar e receber a chance de tentar acertar numa próxima vez. Quem viver de relacionamentos superficiais, não experimentará, jamais, o amor no seu sentido pleno.
Portanto, espere de mim profundidade, envolvimento, transparência. Mas também tolerância, lealdade, empenho. No entanto, por favor, lembre-se: se pretende viver na "superfície", este é um lugar que só visito de passagem e no qual eu não sobreviveria mais do que poucos instantes. Eu admiro o lado de fora, mas não aprendi a não mergulhar: o que me fascina é a beleza e a trama do que está nas profundezas. Eu não aprendi a não olhar para dentro.
P.S: foi a partir desta reflexão que escrevi o seguinte trecho, já anteriormente postada aqui no blog: "Eu sou pássaro que migra para outros pólos quando alguém tenta cortar as asas da minha liberdade de pensar! E, simultaneamente, peixe que não sobrevive muito tempo na superfície: meu habitat natural são as profundezas e, para me encontrar verdadeiramente,é preciso fôlego e ousadia para uma imensa viagem a mergulho."
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